Processos

Reprocessamento

Reprocessamento compreende os processos de limpeza, secagem, preparo e esterilização de produtos para saúde. O processo tem como finalidade garantir a segurança da utilização de materiais médico-hospitalares, através do controle de qualidade e validação de todas as etapas do processo, incluindo a total rastreabilidade de dados, insumos e produtos utilizados.

Ao chegarem na Empresa, os produtos são recebidos e inspecionados através de auxílios de lupas de aumento e microscópio a fim de visualizar possíveis sujidades ou danos no material, não visíveis a olho nu. A análise de viabilidade do reprocessamento, além de seguir critérios como a limpeza e condições dos dispositivos médicos, é avaliado se o item consta na lista de materiais cujo reprocessamento é proibido (RE 2605 de 2006). Materiais não passíveis de reprocessamento serão devolvidos ao cliente nessa etapa, sem a devida prestação do serviço.

A seguir os materiais são encaminhados ao expurgo, onde serão segregados de acordo com a tipo de limpeza. Todo processo ocorre conforme a legislação RDC 15 de 2012 e boas práticas conforme manual da SOBECC de 2017. Após a limpeza, os materiais são secos e encaminhados para a sala de embalo.

Durante o embalo dos materiais, todos os materiais são inspecionados, inseridos em grau cirúrgico, selados, etiquetados e acondicionados em sala de pré acondicionamento, aguardando ciclo para esterilização a ETO. Além disto, são anexados as ordens de serviço do sistema com os dados de lote, ciclo, responsável técnico, responsável pela limpeza, responsável pelo preparo, data da esterilização e data de validade.

O processo de esterilização de artigos médico-hospitalares pelo oxido de etileno (C2H4O) é extremamente eficaz pela sua ampla penetração, difusibilidade e capacidade de atuar em baixa temperatura, permitindo que artigo termossensiveis, estreito ou longo e composto por qualquer matéria prima possam ser reprocessados sem que nenhum dano seja causado aos mesmos. O ETO exerce ação esporicida, fungicida, viruscida e bactericida. A morte resulta na alquilação principalmente nos ácidos nucléicos impedindo que proteínas específicas sejam sintetizadas.

Visando a comprovação da eficácia do processo, a cada ciclo de esterilização é inserido um indicador biológico (Bacillus Atrophaeus) e integrador químico de leitura de 04 horas. Paralelamente a esta leitura, o material é encaminhado a quarentena na sala de aeração mecânica a qual permanece por 24 horas. O final do processo de reprocessamento consta de inspeção completa dos materiais visando garantir a qualidade do material.

Esterilização à Vapor Saturado

A esterilização a vapor é realizada com um vapor saturado que atinge 121 a 134ºC e está indicada para a esterilização de materiais médico-hospitalares termorresistentes.

A termocoagulação e a desnaturação de enzimas e proteínas estruturais das células microbianas, torna o processo um dos mais seguros no processo de esterilização.

Os elementos essenciais à garantia do sucesso da esterilização por Vapor Saturado Sob Pressão são o vapor, a temperatura e o tempo.

A transferência do calor latente contido no vapor de água para os materiais envoltos pelos pacotes, proporcionam a condensação do vapor liberando grande quantidade de caloria em torno e dentro dos pacotes, resultando na morte dos microrganismos e esterilização dos materiais.